Trump ameaça usar força militar para anexar Groenlândia em 2026

Montagem mostrando Donald Trump e a bandeira da Dinamarca na Groenlândia

A tensão diplomática atingiu níveis críticos nesta quarta-feira (7) após a Casa Branca confirmar que a aquisição da Groenlândia é uma "prioridade de segurança nacional" e que o uso da força militar é uma opção considerada pelo presidente Donald Trump. A declaração, feita pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, surge dias após uma operação militar dos EUA na Venezuela e provocou reações imediatas da Dinamarca e de líderes europeus, que alertam para o possível colapso da OTAN caso a soberania de um país membro seja violada.

Destaques

  • Casa Branca confirma planos ativos para adquirir a Groenlândia, citando segurança no Ártico.
  • Secretária de Imprensa afirma que ‘uso de força militar é sempre uma opção’ para o presidente.
  • Primeira-ministra da Dinamarca alerta que ataque a um aliado significaria o ‘fim da OTAN’.
  • Movimento ocorre logo após operação militar dos EUA que deteve Nicolás Maduro na Venezuela.

A obsessão do presidente Donald Trump pela Groenlândia, anteriormente vista como retórica, transformou-se em uma crise geopolítica real no início de seu segundo mandato. Nesta manhã, a administração Trump elevou o tom ao classificar a aquisição do território dinamarquês como vital para conter a influência da China e da Rússia no Ártico.

Escalada Militar e Diplomática

Em um briefing que chocou a comunidade internacional, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que o presidente e sua equipe estão discutindo uma “gama de opções” para assegurar o controle da ilha. “O presidente Trump deixou claro que adquirir a Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional… e, claro, utilizar as forças militares dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante-em-chefe”, declarou Leavitt.

O anúncio segue a recente operação “Absolute Resolve” na Venezuela, sugerindo uma postura intervencionista mais agressiva da atual política externa americana. Fontes ligadas à Casa Branca indicam que, embora a diplomacia (compra ou tratado de livre associação) seja a primeira via, a recusa de Copenhague pode levar a medidas unilaterais.

OTAN em Alerta Máximo

A resposta europeia foi rápida e severa. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, classificou a ameaça como existencial para a Aliança Atlântica. “Se os Estados Unidos escolherem atacar militarmente outro país da OTAN, então tudo para. Isso inclui a nossa aliança e a segurança garantida desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse Frederiksen à TV2 dinamarquesa.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, rejeitou qualquer possibilidade de anexação, chamando a retórica de “completamente inaceitável” e exigindo respeito à autodeterminação do povo groenlandês. Uma declaração conjunta de líderes da França, Alemanha e Reino Unido reforçou que a Groenlândia “pertence ao seu povo”.

O Fator Estratégico do Ártico

Por trás da disputa está a corrida pelos recursos naturais e rotas do Ártico. Com o degelo abrindo novos caminhos de navegação e o acesso a minerais raros, Washington vê o controle da Groenlândia como essencial para impedir o avanço de adversários estratégicos. O governo americano argumenta que a Dinamarca não possui capacidade militar suficiente para proteger o flanco norte do continente americano contra a expansão chinesa e russa.

Fontes verificadas: wglt.org, theguardian.com, theguardian.com
tiagombarreto
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